E mais um aniversário se finda. Um pouco diferente do ano passado... sem enxaqueca, sem cheiro algum. Acordei com uma mensagem no celular vinda de uma velha amiga. Levantei, abri a janela. Nenhuma nuvem no céu. O tempo árido dessa época do ano me deixa meio ébrio, meio depressivo. Arrumei a cama, desfiz a mala da viagem, juntei as roupas sujas e o lixo, passei pela sala, brinquei com a gata que ronronava no canto do sofá e saí para o quintal, observando aquele céu azul e esfumaçado. Era como se eu procurasse uma resposta pelo que me passava naquele momento, algo que viesse e me trouxesse aquilo que eu mais queria.
Recebi abraços das pessoas de casa, além de uma amiga que me fez uma agradável visita. Cortamos um bolo encomendado pelo meu pai, mas me recusei a ouvir o "Parabéns pra você", pois eu, sinceramente, não tinha muito o que comemorar. Comemos, bebemos, rimos um pouco e a noite se fez aos meus olhos pela janela da sala. O meu aniversário estava acabando, e a sensação de vazio era maior do que de manhã.
O telefone tocou. Saí correndo, pois ansiava pelas felicitações vindas da pessoa que mais amo. Não era quem eu queria. Aliás, nem sei se essa pessoa sabe que hoje é meu aniversário.
Vou pra cama pensando na chuva daquele dia, na chuva que marcou aquele momento que foi único pra nós dois. Chuva essa que se contrasta com a aridez de hoje, de mim.
Sozinho, dormirei.

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